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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Recomeçar de novo...

E cá estamos nós de novo! Uma angústia no peito. Um aperto de quase sufocar. Estranho. Ao mesmo tempo que me sinto bem e seguro, a cabeça parece não parar. Ela gira como se 360º. E nessa dança eu me deixo ir. Oscilo, como se levado pelo ritmo de uma música inaudível. Agora é diferente. Pelo menos, creio que seja. Já sei ser só. Já trabalhei e amadureci a solitude tão desejada. Aprendi a me respeitar, a me permitir. Descobri a importância de ser feliz. E talvez já o seja! Então que venha o novo! Que os desafios cheguem e sejam vividos. E que sirva de fonte de mais amadurecimento e felicidade. Espero, dessa forma, está cada vez mais pronto para Recomeçar. Ciclicamente! Ou ainda... Aciclicamente! Mas que a felicidade nunca deixe de ser esperada!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Manhã de uma noite insone!

Um vazio tão grande.
O medo do novo,  medo do mesmo.
Fico aqui, sem saber, sem pensar.
Sentindo tanto, Sentindo muito.

Chorar e sorrir.
Faces da mesma história.
E o que sentir?

Preciso de algo.
Preciso de alguém.
Preciso ser eu.

Me escondo na multidão.
Tento me envolver com o lençol vazio,
Que a muito já não me encontra,
Na cama vazia de mim.

Vontade de gritar,
De correr, de fugir,
De me entregar,
De ser feliz.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Redesenhando...

“Tô tão bem, tô tão zen, tô tão ‘eu’, tão meu. Hoje me cuido – hoje, consigo me ouvir. Consigo, no fim, aplicar todas aquelas palavras bonitas que aprendi. Todas os meus dias, terminam com esta velhas esperanças, e acabei por me descobrir. E me despedi daqueles velhos empregos, daquelas velhos choros, lágrimas, raiva. Não, não, aquelas coisas que tanto insistia em entender, agora rio – fiquei atrevido, estou sadio, estou vivo depois de tanto tempo fora de mim. E estas coisas de paz, amor, harmonia, autoestima todas, todas estas coisas bonitas começaram a habitar dentro de mim. Hoje, é isto que te desejo menina, uma cabeça cheia de vida. Que ferve, que acredita, que toma notas da vida. Que bom que esta coisa bonita não morreu dentro da gente, que bom que esta vontade de continuar ainda habita. É que nem sementinha, que cresce sem medo, pelas minhas fantasias. Hoje consigo conviver dentro de mim, confortável, verdadeiro, feliz. Ora, ora, depois de tanto chorar, acabei descobrindo: Here Comes the Sun! O tal do amor infinito (e realmente verdadeiro) habita dentro de mim.”

Igor Lopez

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Solitude


Fazer críticas não construtivas, manter vigília sobre alguns e controle sobre outros: eis os acordes dissonantes que batem duramente nas conexões. Assim como o músico precisa praticar sozinho antes de juntar-se à orquestra, o homem precisa de solitude para estar em contato com sua capacidade e especialidade antes de unir-se ao grupo. Ao contrário do que se possa imaginar, tal foco não isola, mas aproxima, tornando o ser um pioneiro da transformação fundamental.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.
Caio Fernando Abreu.

AUMENTE SUA DELICADEZA ATÉ 28cm

Fabrício Carpinejar 


O que leva o homem à impotência é o cuidado. 

O que leva a mulher à frigidez é o cuidado. 

O excesso de cuidado. Cuidado demais ataca. 

Nunca vi uma mulher ou um homem gostar sem criticar. 

O embaraço do sexo não decorre da ausência de intimidade, mas da intimidade. E da cobrança que vem com ela. Mais fácil gozar com estranhos. 

Depois de partilhar meses e cadernos de jornal com nosso par, abandonamos o elogio. Passamos a cobrar e expor os defeitos para que sejam corrigidos. É o cigarro, é a alimentação, é a distração, é o pouco caso com o dinheiro, é a indeterminação do trabalho, é a preguiça. A convivência traz a preocupação com o namorado ou a namorada e uma esquisita vontade de interferir. Entre conhecer e mandar, é um passo. Ou um tropeço. As mais duras agressões não provocam hematomas, ocorrem em nome da sinceridade. 

O amor é confundido com pancadaria. Um teste de resistência. Uma prova de esgotamento nervoso. Se o outro não quer, que vá embora, que desista do prêmio maior que é a confiança. 

Há uma visão sádica que não ajuda nem o masoquista. Falta medida. Falta parar e recomeçar o namoro. Falta esquecer e perceber que o próprio passado não é imutável, não existe certo ou errado, que nem tudo por isso é duvidoso. 

A eficácia mata o erotismo. O aproveitamento total do tempo do relacionamento não colabora com a vaidade. Custa um agrado antes de transar? Uma meia-luz de palavras? 

Não estou pedindo para mentir, muito menos fingir, mas falar um pouco bem para acordar os ouvidos e despertar o interesse. 

No início, os joelhos são venerados, os ombros recebem moldura de madeira, os cabelos são alisados com a decência de um espelho. As expressões afetuosas vão e voltam, repetidas com diferentes timbres. Todo homem no começo é, ao mesmo tempo, um tenor, um barítono e um baixo. Toda mulher no começo é, ao mesmo tempo, uma soprano, uma mezzo e uma contralto. Dependendo da região que toca, a voz muda. 

Com a relação firmada, a excitação torna-se automática. O corpo tem que pegar no tranco. 

A devassidão é trocada pela devassa terapêutica. Desculpa e por favor saem de moda. Como existe o trabalho, a casa, o dia seguinte e terminou a paixão (e somente os apaixonados são sobrenaturais e não sentem cansaço), o sexo pode ser mais prático, mais direto, pode até não ser. Na cama, estaremos falando dos problemas, das contas, do que deve ser mudado na personalidade. Não encontraremos paciência diante do relógio. Não vamos procurar cheirar a pele para atrair o beijo. 

Eu compreendo perfeitamente quando um homem broxa se a cada instante é lembrado de sua barriga. Eu compreendo perfeitamente quando uma mulher decide dormir quando sua lingerie nova não foi reparada. 

Nunca acusamos quem a gente não conhece. 

Julgamos infelizmente quem vive nos absolvendo.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Quem saberá?

Quem disse que seria fácil?
Quem disse que não seria?
Quando você teve razão?!
Desde quando fui meu guia?

Quais foram os acertos?
Quantos foram os erros?
Quais foram as verdades?
Quantos foram os segredos?

Pra que partir agora?
O que nos resta ainda?
O que eu devo deixar?
O que já não existia?

Será que foi tudo um sonho?
Ou o pesadelo se fez agora?
Será que isso passa...
Será que isso se transforma?

Como eu pude deixar?
Como eu pude envolver?
Abraçar, cativar, 
Cuidar, proteger!

Se nem podia me tocar,
Se nem sei onde alcanço,
Ainda não sei onde chegar,
E agora sem seu encanto!

Fora tudo uma farsa?
Ou farsa agora eu vivo?
tudo está mudado,
as paredes, a voz e o sentido.







Amor e paz!

Cá estou eu...só!
a sangrar... a sorrir...a chorar!

Sou todo sentimento,
sou todo pele,
estou à flor da pele!

Sou um vazio que procurei,
e que agora ecoa
aos quatro cantos,
por sete mares.

Sou um vazio que já nem sei,
um vazio que sempre fui.

E agora? o que fazer?
para onde ir?
o que querer?
o que buscar?

Amor e paz!
Não.
Ou paz...ou amor!
Pense rápido!

Deixa ficar com os dois!?
deixa eu tentar!
deixa fazer o impossível!
deixa eu desafiar a química!

Deixa eu gostar do Sol e da Lua!
Me deixa viver plenamente,
intensamente,
como eu nunca soube!

Gosto do calor do Sol,
da luz, da força e da energia do Sol

Também gosto do frescor da Lua
da sutileza, do brilho e encanto da Lua

Me dá um pouco de tudo!
muito de nada.

E cá fico eu...só
a sorrir, a sentir, a chorar
Ciclicamente nessa ordem!
E ainda agradeço por poder tentar!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"Só eu posso me ajudar. Mas não posso fazer isso sozinho"
Carpinejar 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

'Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima'
(Dercy Gonçalves)